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10º Congresso de Mulheres

Assista aqui aos encontros do Congresso de Mulheres ou clique no simbolo do YouTube nos vídeos para abrir no YouTube e assim também participar dos bate-papos no chat ao vivo.

Primeiro dia – Sexta-feira 09/07 20h

Tema: A vida com Deus na rotina diária

Segundo dia – Sábado 10/07 15h

Tema: Os ritmos da vida

Terceiro dia – Domingo 11/07 9h

A beleza da vida vivida no tempo

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Retiro de Mulheres 2021

Contagem regressiva para o futuro

Assista em nosso canal do YouTube ao vivo durante os dias 13 à 15 de janeiro as 20h00 as lives do Retiro.

Estaremos sempre publicando aqui no nosso site os links para que você possa acessar, assim você não precisa se preocupar onde e como acessar!

Se você quiser participar enviando comentários ao vivo durante as lives basta clicar no link do dia abaixo e automaticamente você será redirecionada para o YouTube onde você poderá participar ao vivo do bate-papo.

Link da quarta-feira: https://youtu.be/hFjNIaF_Ngg

Link da quinta-feira: https://youtu.be/2anaRX8rAEQ

Link da sexta-feira: https://youtu.be/Ta5CykMhEQc

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Live do Congresso de Mulheres

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Fortalecidas no tempo da angústia

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A xícara transbordou?

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4 Passos da oração

Baixe aqui os quatro passos.

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O cafezinho esfriou?

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Cafezinho online

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Conflitos Diários (2a. Semana)

Por Carmen Prochnow

Tempo, bem precioso e raro.

Quem de nós já não usou ou ouviu a expressão, “não tenho tempo”.

Quem de nós já não entrou em conflito, e ansiou ter mais tempo, tempo para realizar inúmeras tarefas.

Desejamos constantemente ter mais tempo para fazer muitas coisas, sejam elas nas obrigações profissionais, familiares, para estar mais com quem amamos, ou até para o nosso lazer.

Quando estive me preparando para esse tema do dia de hoje, estávamos próximos das nossas férias, e tínhamos programado tirar 20 dias, mas algo inusitado e extremamente incomum estava acontecendo, dos 20 dias de férias que teríamos pela frente, por incrível que pareça, somente o primeiro dia estava programado, e eu me alegrava muito com isso.

Pensei comigo, que coisa maravilhosa, poder fazer o que quiser, sem ter tudo pré-programado, com tempo pra descansar, talvez dormir bastante, brincar com as filhas, jogar, passear, ler um livro, e…. ter tempo para Deus. mas o tempo passou tão rápido.

Ansiamos ter tempo para tantas coisas, ansiamos ter tempo para Deus, mas o nosso sentimento é de que o tempo nunca é suficiente para todas as coisas, e consequentemente nos sentimos SEM TEMPO PARA DEUS.

Muitas vezes pensamos e compreendemos que ter tempo para Deus, é quando conseguimos em meio a nossa rotina constantemente tirar um tempo específico para estar no culto, louvar a Deus, fazer nosso momento devocional, ter tempo de oração, leitura da palavra e serviço na comunidade de fé, pensamos que ter tempo com Deus, é quando especificamente paramos os nossos afazeres para estar com Ele.

Mas neste retiro queremos quebrar um pouco este paradigma.

Deus se manifesta e age em nós nestes momentos tão importantes e necessários para o desenvolvimento de uma fé cristã sadia, mas ele também está conosco e quer agir em nós no dia a dia, na nossa rotina diária.

Ter tempo para Deus é saber que tão importante quanto ter meu tempo de palavra, comunhão, oração e serviço, é deixar Ele me guiar e agir em minha vida no meu dia a dia, como também vimos na nossa primeira palestra: Rotina, encontrando Deus no meu dia a dia.

Resumir:

Subtema: CONFLITOS DIÁRIOS

Penso que temos muito mais facilidade de reconhecer o agir, o falar e a presença de Deus no momento de culto, no louvor em comunidade, ou nos nossos momentos pessoais de comunhão e aprendizado, ou até em momentos de grandes provações, como doenças ou perdas de alguém querido ou até em meio a grandes catástrofes.

Vemos com facilidade o agir divino naquilo que é extraordinário, mas Ele também quer estar tão presente em nossas vidas, se manifestando e agindo no ordinário, ou seja em todas as situações do nosso dia a dia, até nas mais simples corriqueiras.

Ele quer se fazer bem presente como ouvimos ontem, na rotina do nosso dia a dia, mas também quer estar bem presente em meio a nossos CONFLITOS DIÁRIOS, (nosso tema de hoje).

Conflito é conf. Dic. Oposição de ideias, sentimentos ou interesses”, ou seja é o choque entre forças contrárias ou opiniões divergentes. Conflitos são lutas, oposições, discussões ou confusão que enfrentamos.(sinônimos)

Que conflitos podem ser estes:

– quando tenho meu dia tão bem organizado nos minutos, e na hora de sair não acho a chave do carro

– quando tropeço nos brinquedos espalhados na sala
– quando tenho uma discussão com o marido ou filhos

– quando estou precisando de sossego e meu filho adolescente está a fim de um som

– quando entro no quarto e vejo a toalha molhada em cima da cama

Quais são os teus conflitos, pense no teu dia a dia, na tua rotina, quais são as situações que você passa e que testam teus limites, fazem perder a calma e te tiram a paciência. Que lutas, oposições, confusões você passa e talvez por considera-los pequenos não damos a devida atenção, e de gota em gota o balde vai enchendo, e nos fazem tropeçar, mesmo naquela pequena pedrinha.

Pense um pouco na tua realidade, nos teus conflitos que passa.

Dentro desta realidade de conflitos em que cada uma de nós refletiu neste momento, precisamos descobrir a prática de incluir a Cristo neles, deixando que Ele nos oriente, trabalhe em nós, capacite e ensine a viver uma vida em santidade, isto é ter Tempo para Deus.

O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios nos deixa algumas dicas de como deve ser nosso proceder, lembrando alguns aspectos que devem ou não fazer parte de nós quando enfrentamos conflitos: Queremos ler:

Ef 4:25-32

Quando enfrentamos conflitos, discussões, pressões e lutas, estes facilmente nos desestabilizam, tiram nossa paz e o velho homem se manifesta, ou muitas vezes são os frutos da carne que querem aparecer, e neste texto vemos alguns desses frutos que não devem fazer parte de nós nos momentos de conflito que enfrentamos:

Aspectos que não deveriam aparecer em nossos conflitos:

  •   V.25 mentira – tentando tirar vantagem, para seu próprio bem em meio ao conflito, talvez usemos de mentiras, meias verdades ou omissões.
  •   V.26 ira– o sangue sobe, perdemos a calma e nos iramos, enchemos de raiva. Quando perdemos o controle, a raiva nos faz ter atitudes impensadas.
  •   V.29 palavras torpes– palavras duras, feias, de baixo escalão, que fazem mal aos outros e provocam estragos, destroem. Nos conflitos o cuidado com a nossa língua deve ser redobrado.
  •   V.31amargura, quando a raiva já criou raiz no coração e me causa dor e sofrimento, cólera, impulsos violentos contra o outro, iragritaria, berros, blasfêmias, falar o que não confere ou insultar, malícia, falar de forma maldosa, no intuito de ferir.

Em meio a conflitos quão facilmente nos deixamos levar por esses sentimentos tão maus, e palavras duras escapam de nossa boca e fazem um grande estrago.

Na raiva facilmente falamos sem pensar,ou usamos de coisas que não conferem, usamos as palavras intencionalmente de má forma no intuito de ferir e machucar ou omitimos verdades em benefício próprio.

Precisamos lembrar sempre quem é o pai da mentira.

Facilmente permitimos que a ira tome conta de nós, deixamos que ela faça morada em nosso coração, e uma coisa pequena vira um grande obstáculo, difícil de transpor.

Precisamos ter muito cuidado com estes sentimentos ruins que fazem morada em nosso coração, criam raízes, por isso:

Alertas em meio a conflitos

 v.26 – Não deixar o sol se por sobre nossa ira. Paulo nos recomenda a não deixar o tempo passar, mas enfrentar e resolver os nossos conflitos. As vezes empurramos situações para debaixo do tapete, achando que o tempo as resolverão, mas cuidado, se não os enfrentarmos e tentarmos resolver estamos dando espaço para o inimigo. Torna-se um campo perigoso para a tentação e dúvidas.

v.27 – Não dar lugar ao diabo – sentimentos maus, palavras tortas ou meias verdades, vão dando brechas para ação do inimigo em nossas vidas, é como se uma pequena fresta na janela fosse deixando o vento entrar e ele vai soprando e pode derrubar o lindo e delicado vaso de flores sobre a mesa. Precisamos dar a devida atenção, senão vamos entristecendo o espirito.

v.30 – Não entristecer o Espirito Santo. Quando orientamos nossos filhos e eles não nos dão ouvidos e continuam fazendo errado, ficamos tristes, assim se sabemos como devemos fazer e não nos esforçamos para acertar vamos entristecendo o espírito.

Mas queremos enfrentar e resolver nossos conflitos não deixando brecha para o inimigo, nem entristecendo o espirito, mas o alegrando, por isso vejamos alguns aspectos que o texto no lembra

Aspectos que deveriam estar presentes em nossos conflitos:

  •   V.28 mudança – aquilo que eu fazia antes não vou fazer mais (furtava, não furte mais) e vou fazer melhor ainda, vou trabalhar pra repartir, ou seja em meus conflitos vou deixar de agir da forma que dá brecha ao inimigo entristecendo o espirito, vou fazer o que o alegra e vou além, dou um passo a mais
  •   . v.25 verdade, não mais mentiras, meias verdades, omissões ou palavras usadas em meu benefício mas somente o que conferir, for verdadeiro
  •   v.29 palavras boas que edifiquem – não somente vou cuidar com minhas palavras pra não destruir, mas vou falar o que possa edificar, construir. Em meus conflitos quero aprender a edificar, não destruir.v.32 benignidadecompaixãoperdão – em meus conflitos quero ser bom para com o outro, agir com bondade, me colocando no seu lugar e perdoando sempre, como Deus em Jesus nos perdoa.

Deus em Cristo é nosso exemplo
Ef 5:1 – imitadores como filhos amados.

Em meio a nossos conflitos diários, não estamos sozinhos nesta luta, Deus quer estar presente, nos capacitando através do seu Espirito Santo, no qual fomos selados(v.30).

Por isso podemos brigar, mas que nossas brigas sejam da forma certa

Tg 1:19-20. ( Estejamos prontos para ouvir, tardio para falar, tardio para irar-se), que seja esta a forma de enfrentarmos nossos conflitos. Ouça mais, fale menos e fuja da ira, se obedecermos essas dicas da palavra, grande parte de nossos conflitos talvez nem existissem.

Muitas vezes falhamos, mas precisamos reconhecer nossa culpa, e confessar nosso pecado.

Tg 5:16 (Confessai os pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados). O remédio para nossas culpas é a confissão com oração, processo para cura, muito negligenciado atualmente mas muito importante.

Conflitos trazem consigo muito sofrimento, dor, culpas, mas o propósito divino é a nossa reconciliação.

Gostaria de encerrar nosso meditar nesta manhã com o vers. de 2 Co 5:18-19

Ora tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.

Nós estávamos brigados com Deus, nosso maior conflito, mas este Ele mesmo já resolveu pra nós, e nos dá todas as condições e capacidade para resolvermos nossos conflitos pessoais, e compreendermos e agir desta forma, isto é Ter tempo para Ele.

Ter Tempo para Deus é permitir que em meus Conflitos o meu proceder seja verdadeiro, edificante e bom, da forma que alegra seu espírito.

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Conflitos diários (1a. semana)

Por Mirian Christen

Nosso tema neste retiro nos leva a refletir como é nosso dia a dia. E como é nosso relacionamento com Deus. A maioria de nós vive com Jesus há muito tempo. Será que, se olharmos para trás podemos ver transformação em nosso ser? Será que hoje estamos mais parecidas com Jesus? Será que conseguimos ver crescimento na relação pessoal com Deus e com as pessoas?

O tema desta palestra é: Conflitos diários. 

O que são conflitos? A palavra conflito está ligada à discórdia, divergência, dissonância, controvérsia. As pessoas quase nunca têm objetivos e interesses idênticos. As diferenças de objetivos e interesses produzem o conflito. Muitas vezes, o conflito surge através de um olhar, um gesto ou mesmo uma falta de atitude. Não há história sem conflito. Não há romance, conto ou poesia sem conflito. Não há vida sem conflitos internos ou externos!

O conflito é inevitável e pode tornar-se violência. A violência nasce do vazio. O conflito, da convivência. A sabedoria está em fazer dos conflitos ocasiões de crescimento!

Por muito tempo fiz tudo para evitar conflitos. Mas não há como viver livre deles. Todas nós os vivemos durante nosso desenvolvimento pessoal. Crises, situações tensas e difíceis, situações que cada uma de nós têm que enfrentar sozinhas, ou mesmo resolver em conjunto.

O livro: “A liturgia do ordinário”, que é base do tema de nosso retiro, nos traz a certeza de que cada dia nosso importa grandemente para Deus. É a maneira que Deus usa para nos encontrar, nos transformar, nos ensinar a amá-lo e a amar os outros também. Ontem já ouvimos como Deus nos encontra e como nós O encontramos no dia a dia. E, através dos conflitos diários nós exercemos paciência, tolerância, dividimos o fardo, aprendemos responsabilidade, confessamos pecados, pedimos perdão, negamo-nos a nós mesmas.

O livro apresenta o exemplo de uma mulher que, em meio às atividades de seu dia a dia, planejou sair de manhã para ir ao mercado e à uma reunião. Então, depois de tudo feito, de se arrumar para sair, não achou a chave do carro. E procura e não acha, e fica nervosa, e um pouco em pânico. A calma se vai e ela tenta achar procurando em todos os lugares possíveis. Ela se autocondena – Como eu posso ser tão relaxada e não saber onde coloquei a chave? E fica se culpando. E condena os outros – Certamente as meninas brincaram com a chave e a deixaram jogada em algum lugar! Ou foi o marido? Será que a levou junto para o trabalho? Será que Deus pode me ajudar? Sim, por que Ele não ajuda logo? Aí ela fica em agonia. Procura a chave até em lugares que nunca estaria. Procura outra vez. Ela constata que já se passaram nove minutos. Agora ela pensa: Última tentativa. Para e ora. Respira fundo. Ela se acha ridícula, exagerando. Pede ajuda divina. Nada. Se desespera. Se joga no sofá. – Nunca vou achar a chave, conclui. – Estou presa. Não vou conseguir seguir meus planos. Sou uma perdedora. Nada vale a pena. E então, de repente, envergonhada e culpada pelo exagero, se recompõe e começa a procurar outra vez, passo a passo. Sete minutos depois encontra a chave debaixo do sofá. – Achei! Grita como se alguém estivesse ouvindo. E, rapidamente, ela vai até a garagem para sair com o carro. Agora, desiste de ir ao mercado e vai direto à reunião. E diz: “A minha chave perdida acaba sendo um ruído no meu dia, nada importante, tão pequenos e esquecíveis minutos. Mas, também foi um tempo de desvendar e descobrir”.

Será que nos reconhecemos em meio a essa história? Então podemos aprender algumas coisas importantes com ela.

  • Ela reconhece que agarra com força o controle, e quão pouco controle ela realmente tem. E na ausência de controle o conflito acontece: se sente presa e estressada. E as coisas que quer esconder aparecem. Na verdade, no decorrer da vida, usamos máscaras porque não queremos mostrar certas coisas que habitam nosso interior. E conflitos que nos sobrevêm fazem aparecer coisas das quais Deus quer nos limpar e libertar. Nos purificar. Em João 8.31-32, Jesus nos diz: (ler). 
  • Autoengano. É a tendência que o nosso cérebro tem de mentir para nós mesmos. É uma maneira de criar ilusões – mecanismo de defesa – enganando-se a si mesmo. Quando cometemos algum erro, colocamos a culpa sobre o outro. Autoengano não nos permite reconhecer os nossos erros, tampouco de buscar ajuda. Assim, evitamos encarar a realidade. A mulher começou a pensar que talvez as meninas tivessem perdido a chave. Ou que o marido a tivesse levado. Culpamos os outros quando as coisas não dão certo, quando as coisas desaparecem, quando nos sentimos incapazes de resolver algo. Adão e Eva fizeram exatamente isso. Desobedeceram a Deus e depois culparam a serpente, a mulher, e a Deus mesmo. Vejo como nas minhas atividades diárias eu me irrito facilmente e sou até estúpida porque não assumo a responsabilidade de estar errada, passando a culpar os outros. Daí vamos nos auto enganando. Reconheço que preciso amadurecer e crescer na obediência ao Senhor. Aprender a ter domínio próprio e agir sem me irritar por coisinhas que ocorrem no dia a dia. Nos conflitos podemos aprender coisas preciosas a nosso respeito, mesmo que, às vezes, sejam ruins. Aprender que nem sempre vai dar tudo certo, que preciso enfrentar com maturidade algo que sai do meu controle. Precisamos aceitar nossos erros para deixá-los aos pés da cruz. Através da confissão e pedido de perdão somos libertos do erro. Somos perdoadas por Jesus. Deus quer nos transformar à imagem de Cristo (Romanos 8.28-30).
  • Dessa experiência da perda da chave do carro, também podemos aprender que quando as coisas não dão certo como planejamos, podemos ainda assim ficar contentes. Paulo nos fala para estarmos contentes em qualquer situação – Filipenses 4.11. Para ele isso significava encontrar contentamento em meio a naufrágios, espancamentos e perseguições. Mas não precisamos esperar por coisas tão difíceis para provar estar contente em qualquer circunstância. O chamado de Deus ao contentamento é um chamado em meio às minhas e às tuas circunstâncias concretas de hoje. Deste dia. Deste momento. Precisamos encontrar alegria e rejeitar o desespero em meio às pressões e ansiedades do dia. Reformamos os móveis de cozinha em dezembro passado. Foi tudo muito rápido. Mas daí a saída de água da pia não conectava, provocando vazamentos. Não podia lavar a louça, nem abrir a torneira. E, mesmo tendo ali pertinho a cozinha de minha mãe, fiquei cansada e incomodada pelo vazamento. Após isso resolvido, a água da torneira só saía bem fraquinha. Podia ser ar no cano que vem da caixa de água. Muitas tentativas para solucionar o problema foram feitas. Todas frustradas. De novo não podia usar minha pia. Tinha que carregar as louças para lá e para cá. E a alegria da cozinha nova queria ir embora. Esse chamado ao contentamento é um chamado em meio às circunstâncias concretas desse tipo, àquelas em que me encontro hoje. “Alegrai-vos no Senhor, outra vez digo: alegrai-vos” – Filipenses 4.4. Precisamos cultivar a prática de encontrar a Cristo nestes pequenos momentos de angústia, frustração e raiva. Do contrário, vamos passar a vida imaginando, esperando, pregando e ensinando como partilhar dos sofrimentos de Cristo na perseguição ou em sofrimento extremo como a morte. Enquanto isso, nossos dias reais podem ser de murmuração, descontentamento e ansiedade. Ah, para que a água voltasse a escorrer bem da torneira, bastou limpar o filtro na ponta dela!

Deixar de usar máscaras, deixar o autoengano e contentar-se em qualquer situação parecem ser as principais lições da chave perdida. O arrependimento e a fé são ritmos constantes e diários da vida cristã, como o é o ato de respirar. Nesses pequenos momentos que revelam a nossa fraqueza e pecado, precisamos desenvolver o hábito de admitir a verdade de quem realmente somos, sem querer nos justificar ou minimizar o nosso pecado. Ao mesmo tempo, também precisamos desenvolver o hábito de aceitar o amor de Deus, confiando a Ele sempre de novo as nossas vidas, recebendo suas palavras de perdão e purificação. 

Deus busca mais ardentemente a mim do que a mulher por sua chave. Ele zela por encontrar o seu povo e restaurá-lo. 

E quando a questão acontece nos relacionamentos?

Temos a tendência de ver as dificuldades de nos entendermos, de entendermos o nosso próximo como coisas ruins, coisas que nos atrapalham ou nos trazem sentimentos de culpa. Precisamos aprender que nada é em vão, nada sem sentido, nada é perdido. Nada do que vivemos ou fazemos, nossas escolhas e sonhos, fogem do Senhorio de Deus em nossa vida. Deus está nos formando em novo povo, em novas pessoas. E o lugar dessa formação está nos pequenos momentos de hoje. (Tish Harrison Warren). 

Acontece um desentendimento entre a mulher da chave e seu marido, ou comigo e meu marido, ou de você com o seu marido, ou da filha com sua mãe. Muitos são os nossos relacionamentos. Muitos também podem ser os desentendimentos, os conflitos. Não precisa ser um conflito enorme. Nem uma crise matrimonial. Nem motivo para divórcio. São conflitos mais parecidos com uma pedrinha no sapato. Causados por um ressentimento habitual que pode se acumular. E depois de discussões, de fala mais alta que o normal, de indiretas, acontece um silêncio. Um afastamento. Cada uma das partes vai esperar que a outra baixe as armas primeiro. Isso requer muita coragem, mais coragem do que qualquer um tem neste momento. 

É incrível como conseguimos nos entender muito bem com pessoas com quem não convivemos diariamente. Quando entramos em conflito com alguém, normalmente é com os que mais amamos e que mais próximos de nós estão. 

A luta para “amar o teu próximo” é testada mais frequentemente na nossa casa, com nosso marido, com nossos filhos, com nossos pais idosos…

A autora do livro diz: “Negligencio frequentemente o óbvio, proclamando um amor radical para o mundo, enquanto negligencio o cuidado daqueles mais próximos a mim. Mas estou cada vez mais ciente de que não posso buscar a paz de Deus e a Sua missão no mundo sem começar bem onde eu estou, na minha casa, na minha vizinhança, na minha igreja, com as pessoas reais que estão bem do meu lado”.

Precisamos aprender a ouvir o outro. A acatar suas ideias e só então falar e argumentar se for necessário. E com amor. Leiamos Tiago 1.19-20. Também é necessário lutar pela paz. II Coríntios 13.11. A paz de Cristo se evidencia quando estou cozinhando para os meus queridos, ou quando suporto uma palavra azeda sem revidar. O amor ordinário, do dia a dia é a substância da paz na terra, a moeda de troca da graça de Deus na nossa vida. No culto cristão somos lembrados de que a paz é um produto doméstico e artesanal, começando em nossos lares, na vida diária, nas redondezas. Cada vez que fazemos uma pequena escolha pela justiça, compramos do comércio justo, buscamos compartilhar ao invés de acumular, estendemos misericórdia aos que estão ao nosso redor e generosidade aos que discordam de nós ou dizemos “eu te perdoo”. Assim passamos a paz onde estamos do jeito que podemos. Deus pode tomar essas coisas ordinárias, abençoá-las e multiplicá-las. Ele pode fazer histórias revolucionárias através de pequenas coisas, de pequenos atos de paz. E precisamos uns dos outros para buscarmos a Deus e a paz para a nossa cidade. Passar a paz de todas as formas que pudermos, no lugar e na esfera em que Deus nos chamou é uma prática cristã em que cada uma de nós deve viver diariamente (I Pedro 3.11). Na bíblia encontramos mais de 200 vezes a palavra paz. 

Precisamos aprender a seguir a Jesus de segunda a sexta-feira, com todas as implicações que existem e que acontecem. Para deixar esclarecido, a autora e seu marido, depois de 20 minutos, cederam. Ela pediu perdão e ele também. Perdoaram-se um ao outro. Porque vivemos num mundo caído, buscar a paz envolverá sempre perdão e reconciliação. Nosso perdão e reconciliação não são capacidades nossas, mas fluirão do perdão de Cristo dado para nós. É a paz de Cristo, nosso pacificador. Deus nos reconciliou consigo mesmo. Somos pessoas briguentas, mas Deus está nos reformando para sermos pessoas que, nos momentos ordinários, estabeleçamos o Seu reino de paz. Vamos ler Efésios 4.25ss.

Fazer a oração com confissão e proclamação de perdão. 

“Deus misericordioso, confessamos que pecamos contra Ti em pensamento palavra e ação, pelo que fizemos e pelo que deixamos de fazer. Não amamos a Ti com todo o nosso coração; não amamos o nosso próximo como a nós mesmos. Estamos verdadeiramente tristes por isso e nos arrependemos humildemente. Por amor a Seu Filho, Jesus Cristo, tem misericórdia de nós e nos perdoa, para que possamos nos alegrar na Sua vontade e andar nos Seus caminhos, para a glória do Teu nome”.

Proclamar a paz. Filipenses 4.17.